A Farsa dos Alimentos Integrais

Não deixe a farsa dos alimentos integrais prejudicar sua alimentação!

Quem nunca ouviu falar que uma das mudanças importantes para se ter uma nutrição mais saudável é se aumentar o consumo de alimentos integrais?

Pois apesar de realmente esta ser uma excelente dica, existem no mercado muitos produtos classificados como integrais e que, na realidade, não trazem na sua formulação a quantidade de farinha integral e de grãos escritos no rótulo ou não obedecem uma quantidade mínima destes ingredientes para verdadeiramente serem consumidos como produtos integrais.

Hoje irei mostrar pra vocês alguns aspectos relacionados à legislação dos alimentos e como você poderá, ao sair para realizar suas compras, escolher melhor e se proteger de falsos produtos integrais.

Como funciona a legislação dos produtos integrais?

Apesar de a legislação servir no nosso país para nos proteger, no caso da indústria de alimentos, ainda existem muitos itens não contemplados e também falta a fiscalização necessária para garantir a qualidade dos produtos vendidos pelas empresas.

Os produtos integrais que englobam os pães, as massas, as bolachas, entre outros, são caracterizados pela presença de farinha integral e muitas vezes de alguns grãos os quais devem conter na sua rotulagem, conforme é definido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a declaração obrigatória de valor calórico, de nutrientes e componentes daquele produto.

Esta declaração inclui os dados nutricionais do produto em relação ao valor calórico, quantidade de carboidratos, proteínas, gorduras (totais, saturadas e trans), fibra alimentar, sódio, e, se houver, de vitaminas e minerais. Além disso, deve haver a apresentação da lista de ingredientes e componentes, sendo que esta será apresentada na ordem decrescente a partir do ingrediente presente em maior quantidade no produto até o de menor quantidade.

Isto significa que os ingredientes presentes em maior quantidade no produto, serão apresentados em primeiro lugar na lista. Portanto, ao comprar um produto integral, verifique a lista dos componentes e avalie se as farinhas integrais e grãos estão presentes nas primeiras posições. Se não for o caso, o produto provavelmente indica ser integral, mas não contém muito dos ingredientes necessários para lhe ajudar na saúde.

Infelizmente, isto ocorre, pois não existe na legislação determinada pela Anvisa uma obrigatoriedade de qual deve ser o percentual mínimo destes ingredientes para que o produto seja considerado integral.

Devido ao aumento considerável de reclamações por parte dos consumidores, existem muitos projetos de lei sugerindo a apresentação do percentual de farinha integral utilizada em determinado produto na rotulagem, principalmente no caso dos pães, e também exigindo que a Anvisa determine um mínimo necessário para que o produto seja efetivamente caracterizado como integral. A sugestão é de que o produto deva conter, no mínimo, 51% de farinha integral para que seja classificado nesta categoria.

Como podemos nos proteger como consumidores?

Eu realmente gostaria de lhe dizer que existe uma fórmula mágica para evitarmos estes tipos de problemas. Primeiramente, ainda não existe uma obrigação com relação à quantidade de ingredientes na lei de produtos integrais para que as empresas sigam, fazendo com que muitos produtos sejam colocados no mercado sem o menor critério. E, ainda que haja uma lei, se não houver fiscalização, infelizmente ainda corremos o risco de comprar produtos sem a qualidade necessária.

Neste caso, a única maneira que temos de atuar é, em primeiro lugar, buscando informações que lhe ajudem a entender melhor o funcionamento da legislação e como você poderá garantir seus direitos. Como no caso de sites como este blog, onde pretendemos levar a informação até você nosso leitor de forma clara e esclarecedora! Além disso, caso haja alguma dúvida em relação ao produto, utilize os canais de comunicação para reclamar. Isto aumentará a pressão sobre as empresas e poderá ajudar na melhoria dos padrões oferecidos.

Agora, acima de tudo, precisamos realizar nossas compras buscando as empresas que confiamos e aquelas que já tem uma reputação no mercado. Quando você encontrar um produto integral que tenha um preço muito inferior dos seus concorrentes, não pense somente no valor, escolha uma marca de qualidade, pois o preço inferior pode indicar que o produto é um falso integral.

Mais do que simplesmente saber como ter uma alimentação mais saudável, precisamos também estar atentos à qualidade dos alimentos e dos produtos industrializados que compramos. Os produtos integrais podem ser excelentes fontes de diversos nutrientes como fibras, vitaminas e minerais.

Devemos aprender a verificar a rotulagem de cada alimento e, ao se sentir prejudicado como consumidor, buscar nossos direitos entrando em contato com as empresas. Desta maneira, estaremos melhorando cada vez mais a qualidade daquilo que consumimos diariamente.

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“Image courtesy of Mister GC / FreeDigitalPhotos.net”